Como criadora do Método Fiscal 4.0, sei que a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro é um dos temas que mais assombram gestores e fiscais de contratos. O medo de errar na matemática ou na fundamentação jurídica muitas vezes paralisa a Administração Pública.
Para esta Mentoria de 8 horas, vamos dividir o conteúdo em 4 módulos dinâmicos (2 horas cada).
O foco será desmistificar a teoria e mergulhar na prática, utilizando a nossa metodologia do Fiscal 4.0, calculadoras, e o nosso Kit de Prompts de Inteligência Artificial para dar segurança jurídica e agilidade aos processos.
Aqui está a ementa estruturada para a nossa Mentoria: Dominando os 3 Erres (Reajuste, Revisão e Repactuação) sob a ótica do Fiscal 4.0.
A ENGENHARIA FINANCEIRA DOS CONTRATOS (OS 3 Rs)
Gestores, Fiscais de Contratos, Controladores e Assessores Jurídicos.
MÓDULO 1: O Primeiro "R" - Reajuste em Sentido Estrito (2 horas)
Foco Teórico:
O Alicerce Constitucional: O inciso XXI do art. 37 da Constituição Federal e a garantia da manutenção das condições efetivas da proposta.
O que é o Reajuste: A recomposição da álea ordinária (inflação/deflação) através da aplicação de índices (gerais ou setoriais).
A Quebra de Paradigma da Leinº14.133: O marco temporal deixa de ser a data da proposta (como na Lei 8.666/93) e passa a ser a data do orçamento estimado elaborado pela Administração.
A Polêmica da Anualidade: Por que contratos de escopo ou compras não continuadas com prazo inferior a 12 meses podem (e devem) ter cláusula de reajuste adaptada à realidade do mercado.
Laboratório Prático
Estudo de Caso - A Deflação: Como aplicar o reajuste de ofício, independentemente do pedido da empresa. Simulação de um contrato onde o índice foi negativo (ex: IGP-M) e a Administração deve reduzir o valor pago para evitar dano ao erário.
Análise de Mercado (A Crise do Café): Como estruturar uma cláusula de reajuste realista quando a variação dos insumos (ex: quebra de safra) dita as regras.
MÓDULO 2: O Segundo "R" - Repactuação e a Lógica da Mão de Obra (2 horas)
Foco Teórico:
Conceito e Aplicabilidade: Exclusivo para contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra (DEMO) ou predominância de mão de obra.
Duplicidade de Datas-Base: Como separar a data-base da mão de obra (vinculada à Convenção Coletiva - CCT) da data-base dos insumos (vinculada à data da proposta).
A Regra da Solicitação: Diferente do reajuste por índice, a repactuação exige pedido formal do contratado e demonstração analítica da variação dos custos.
Laboratório Prático:
O Passo a Passo da Instrução: Como manter uma planilha de acompanhamento (histórico) e cruzar os Módulos da Planilha de Custos (Mão de Obra, Insumos, Encargos) com a nova CCT apresentada.
A Armadilha do Erro de Enquadramento Sindical: Análise de caso prático baseado no Acórdão nº 1.207/2024-TCU e Decreto nº 12.174/2024. A empresa usou o sindicato "A" (mais barato) na licitação e agora pede repactuação pelo sindicato "B" (mais caro). Como agir? Extinguir o contrato em vez de repactuar!
Prática Fiscal 4.0: Aplicação do Prompt "Análise de Repactuação (Trava de Erro de Enquadramento)"* para usar a IA na triagem inicial do pedido, identificando se a CCT apresentada confere com a proposta original.
MÓDULO 3: O Terceiro "R" - Revisão Contratual e a Teoria da Imprevisão (2 horas)
Foco Teórico:
A Álea Extraordinária: Diferenciando Força Maior, Caso Fortuito, Fato do Príncipe (ex: nova carga tributária) e Fato da Administração.
Requisitos para a Revisão: A imprevisibilidade, a grave modificação das condições do contrato e a inimputabilidade do evento às partes.
O Fator Tempo: Por que o reequilíbrio (revisão) pode ser concedido a qualquer tempo, diferentemente do reajuste que exige o intervalo anual.
Laboratório Prático (Mão na Massa):
Oficina de Cálculos: Comparação da memória de cálculo apresentada pela empresa com os custos originariamente previstos na proposta (análise item a item).
O "Fato do Príncipe" Tributário: Simulação prática de revisão (para menos) quando o Governo extingue um tributo, como ocorreu com a multa de 10% da LC 110/2001, forçando a repactuação das planilhas de custos.
Prática Fiscal 4.0: Uso da IA para redigir a Justificativa Consequencialista baseada na LINDB (Art. 20), demonstrando em Nota Técnica que conceder a revisão de um material que sofreu variação cambial extraordinária é mais vantajoso do que rescindir o contrato.
MÓDULO 4: Prazos, Preclusão e Fechamento Seguro (2 horas)
Foco Teórico:
O Fantasma da Preclusão: A diferença entre preclusão consumativa, temporal e lógica. O momento exato em que o contratado perde o direito ao reequilíbrio (antes da prorrogação ou extinção do contrato).
O Princípio da Boa-Fé (Enunciado 1 do CJF): O dever do fiscal/gestor de alertar o contratado sobre os efeitos de assinar um aditivo de prorrogação sem fazer a ressalva do direito ao reajuste.
Antecipação de Efeitos: Como autorizar a execução de um serviço reequilibrado antes da assinatura do aditivo em casos de urgência (prazo máximo de 1 mês).
Checklist de Prorrogação com Boa-Fé: Redação de um ofício de notificação para a empresa, perguntando sobre o interesse na prorrogação e inserindo a cláusula de alerta sobre o direito à repactuação/reajuste.
Oficina de IA - O Auditor de Limites: Testando o limite de 25% (art. 125). Aplicação prática do Prompt de Auditoria considerando a ON AGU nº 50: acréscimos e supressões calculados de forma isolada, sem compensações entre itens distintos, e a possibilidade de "restabelecimento" de itens suprimidos.
Encerramento: Dinâmica de dúvidas e encerramento com a filosofia de que "a tecnologia acelera o cálculo, mas só o ser humano valida a verdade".
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Essa Mentoria transforma a teoria árida em uma trilha de segurança e eficiência para os agentes públicos.
levando capacitação prática diretamente para o ambiente de trabalho dos servidores públicos.
levando capacitação prática diretamente para o ambiente de trabalho dos servidores públicos.

Mestranda em Direito Público do Centro Universitário Cesmac. Especialista em Licitações e Contratos pelo Centro de Estudos Renato Saraiva - CERS. Especialista em Direito
Processual Civil, com Formação para o Magistério Superior, na área do Direito, pela Universidade Anhanguera - UNIDERP (2011). Bacharel em Direito pela Universidade do
Estado da Bahia - UNEB (2008). Ex-empregada pública federal da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba - CODEVASF. Servidora de
carreira da Justiça Eleitoral (TRE-BA). Membra do Instituto de Direito Administrativo de Alagoas - IDAA. Atuou como Chefe de Cartório no TRE-BA, Chefe da Seção de Gestão de
Contratos do TRE-AL, componente e coordenadora de comissões de contratações e equipes de planejamento de contratação. Instrutora em licitações e contratos. Colunista do Portal
Sollicita. Professora da Pós-Graduação em Direito Público Municipal e em Licitações e Contratos do Centro de Estudos Cesmac (Maceió-AL). Professora da Pós-Graduação em
Licitações e Contratos da Faculdade de Direito 8 de Julho (Aracaju-SE). Vice-Presidente da Comissão 1 (Da mutabilidade dos contratos) do 2 Simpósio de Licitações e Contratos do
Conselho da Justiça Federal -CJF. Coordenadora Técnica do ContratosWEEK (Instituto Negócios Públicos). Vasta experiência prática em Licitações e Contratos, notadamente nas
fases do Planejamento da Contratação e da Execução Contratual. Criadora de perfil no Instagram @o_xdagestao onde compartilha conhecimento sobre o metaprocesso da
contratação pública. Colaboradora das obras Direito Administrativo e Novas Tecnologias, Direito Administrativo Municipal e Novo Direito das Licitações e Contratos - Editora Juruá.
Colaboradora da obra Comentários aos enunciados de licitações e contratos - Editora Dialética. Autora do livro Contratos Administrativos na Nova Lei de Licitações: teoria e
prática. Editora Juspidivm. São Paulo. 2 Edição. 2024.
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